PARALELISMO REDUNDANTE ATIVO, EM NO-BREAKS

O paralelismo redundante é uma solução baseada em No-Breaks que prevê a utilização de 2 ou mais equipamentos e que tem como finalidade aumentar a disponibilidade de energia para o usuário mesmo em caso de falha ou intervenção em um deles.

É uma solução que aplica a usuários com altíssima dependência de energia garantida, onde não se permite operação via rede elétrica nem mesmo nas situações de manutenções preventivas dos No-Breaks. Pesquisamos dezenas de fabricantes, e identificamos que poucos são aqueles que oferecem este tipo de solução. E mesmo assim, há controvérsias. Alguns fabricantes de No-Breaks informam que possuem soluções com Paralelismo Redundante, no entanto, é imprescindível verificar se tais soluções realmente não possuem ponto de falha.

Explicaremos melhor: Nas soluções usuais de paralelismo, o usuário esbarra em uma dificuldade que fere por completo o conceito de redundância: o ponto único de falha, normalmente existente em virtude de módulos ou dispositivos centrais de sincronismo entre os equipamentos.

O conceito correto e mais seguro porém, é aquele que elimina por completo este fator de risco. Nas soluções mais confiáveis, que atendem às mais exigentes premissas de segurança, as entradas de cada No-Break são conectados a um mesmo barramento de alimentação da rede elétrica comercial e as saídas também conectadas ao mesmo barramento de energia estabilizada que alimentará as cargas do usuário.

Como os No-Breaks ficam interligados eletricamente ao mesmo ponto, o sincronismo da tensão de saída é gerenciado pelos próprios No-Breaks sem a necessidade de gabinetes especiais, eliminando assim os pontos de falha. Nesta operação, a carga é igualmente dividida entre os No-Breaks ativos. Em caso de falha ou necessidade de manutenções preventivas/corretivas em qualquer um deles, a potência da carga é automaticamente redistribuída entre os demais No-Breaks operantes. Uma vez restabelecido o No-Break ausente, o mesmo automaticamente se conecta em paralelo com os demais e potência da carga é novamente distribuída. Assim, o sistema garante operação pela rede em dupla conversão, pelas baterias em situações de falta de energia ou pelo ramo de bypass, em situações programadas ou emergenciais. Se você gerencia sistemas críticos, sempre prefira soluções com paralelismo robusto e confiável, exigindo do fabricante, apoio consultivo que comprove, se possível com demonstrações no próprio fabricante, a eficácia da solução sob o prisma técnico (efetiva inexistência do ponto de falha).

Os cuidados iniciais podem até parecer excessivos, mas garantem plena tranqüilidade de quem faz a escolha mais acertada, e evitam os grandes prejuízos de quem adquire soluções de paralelismo pouco confiáveis.